A governadora Fátima Bezerra pegou o Estado com cerca de 800 professores temporários e hoje a rede estadual de ensino já supera os 4.800 professores que entraram no Estado sem sequer fazer concurso público.
Essa dado consta em documento do SIGEDUC, da própria secretaria de Educação do RN.
Isso sem ter nenhuma preocupação com queda de arrecadação, aumento da alíquota do ICMS ou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Na verdade, o Estado está gastando duas vezes por apenas uma vaga: retira o professor efetivo da sala de aula, o coloca em trabalho administrativa desviando ilegalmente sua função, e então contrata professor temporário para vaga que foi aberta.
Essa ação aumenta os gastos com pessoal e amplia o índice da LRF.
Lembrando que a seleção de professor temporário é sem concurso, sendo necessário apenas apresentação de currículo.
Professor substituto enfraquece carreira
Esses professores têm contrato por tempo determinado, não crescem na carreira, não conquistam letras no Plano de Carreira do Magistério e são substituídos no futuro por outros que igualmente têm a carreira estagnada.
Enquanto isso, o governo retira os professores efetivos da sala de aula, os coloca nas mais diversas funções administrativas, em desvio de função ilegal, os substituindo por professores temporários.
Essa política que ganha força no RN, destrói a carreira dos professores e enfraquece a luta desses profissionais.
Isso aconteceu com outras categorias, como merendeiras e demais cargos que passaram pelo processo de terceirização. Porque esses profissionais acabaram perdendo suas forças, agora não tem poder de luta nem de greve.
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