É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de Candinha Bezerra, aos 81 anos. Mais do que uma amante da arte, ela foi uma das mais brilhantes e multifacetadas artistas do Rio Grande do Norte, uma força cultural cujo legado é imensurável.
Candinha foi um verdadeiro furacão de criatividade. Artista plástica, professora, fotógrafa, musicista, compositora e produtora cultural, ela dedicou sua vida a semear e cultivar as artes em solo potiguar.
Sua trajetória, que começou nos teclados do piano no Teatro Alberto Maranhão, expandiu-se para salas de aula, projetos comunitários e para o coração da cultura popular.
Foi ela quem transformou um trabalho voluntário no bairro de Igapó em uma orquestra que mudou vidas. Foi ela quem, através de CDs e livros, mapeou e preservou a tradição do coco de Zambê, garantindo que essa riqueza não se perdesse.
Candinha Bezerra não apenas testemunhou a história cultural do estado; ela a escreveu, a musicou e a fotografou.
Sua partida deixa um silêncio, mas sua obra – vibrante, generosa e eterna – continuará a ecoar, inspirando futuras gerações.
À sua família, amigos e a todos que tiveram a honra de conhecê-la, nossos mais sinceros sentimentos.

