A notícia de que o Estado do RN gastou 56,01% de sua receita com pagamento de salário traz à tona como há uma distribuição salarial discriminatória entre os servidores públicos.
Segundo relatório do Tesouro Nacional divulgado nesta segunda-feira (23), o Estado é o primeiro entre todos do país no ranking de gastos percentuais com pessoal.
Por outro lado, você sabia que a maioria dos servidores administrativos recebe próximo ao salário mínimo?
São merendeiras, auxiliares de serviços gerais, vigias, motoristas, secretárias, etc.
Enquanto isso, desde que Fátima Bezerra se tornou governadora ela aumentou em 60% o salário de auditores fiscais e procuradores do Estado?
Uma rápida pesquisa no Portal da Transparência do Estado mostra os dados remuneratórios dos auditores fiscais e procuradores do Estado.
Esse percentual representa em alguns casos mais de R$ 20 mil mensais de aumento para o alto escalão do funcionalismo público estadual.
E os iluminados da Control/Sefaz?
Inicialmente nomeados como técnicos de controle interno e depois auditores de controle interno, tendo o salário inicial em cerca de R$ 4.900,00, e recentemente, com a absurda reestruturação de uma carreira (que não era a originária do concurso público), alguns desses servidores poderão atingir vencimentos próximos a R$ 30 mil.
Parece que o argumento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) só é utilizado quando o reajuste é para os servidores mais humildes.
Fica a dúvida: LRF só existe para as merendeiras, para os mais humildes?
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